Pessoas: Sr. Santos @ Liberdade 66

Há uns dias passei pelo n.º 66 da Av. da Liberdade e parei por um momento a ver as promoções de um cabeleireiro.

“Entre menina, olhe que os cartazes não dizem tudo. E sempre fica a conhecer o espaço.”

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Não resisti ao convite simpático. E fiquei a conhecer o espaço em questão. Mas fiquei sobretudo entusiasmada com um relógio antigo de estilo industrial. “É um relógio de ponto?”

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“É sim menina, conceito do final de 1800, instalado aqui na construção do prédio em 1903. E veja, aqui abre-se para guardar os cartões de ponto. 240 funcionários!”

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“Mas agora mostro-lhe outra coisa. Este elevador também foi instalado na construção do prédio. Teve algumas actualizações mecânicas, mas veja: modelo criado em 1881, como atesta a licença da Câmara.”

“E sabe mais uma coisa, daquela janela ali” – onde agora fadistas e modelos se sentam para arranjar unhas, acrescento eu – “Humberto Delgado fez uma declaração histórica.”

Voltei hoje para o tal corte de cabelo e fiquei a saber que o guardião do n.º 66 é o Sr. Santos. Nascido em França para onde o pai emigrou em 47. Gostava de pintura e leis, mas o pai disse: “Vais ser engenheiro”. E, por isso, estudou 4 anos no IST. Voltou a França, onde se especializou em Telecomunicações. No total da sua vida passou 57 anos fora de Portugal, em França mas também noutros países. Nos tempos livres, escreve um livro sobre as peripécias do regresso a Portugal, que aconteceu apenas há alguns meses.

Há lugares que são apenas lugares, há sítios que se destacam e depois há espaços que ganham vida através das pessoas que os cuidam e estimam. O Sr. Santos é sem dúvida uma dessas pessoas.

Se passarem pelo n.º 66 da Avenida da Liberdade, e se cruzarem com o Sr. Santos, digam que a menina do blog mandou cumprimentos! 🙂

Antes de terminar, tenho que dizer que houve outra pessoa que marcou esta estória. O cabeleireiro que me atendeu – que era uma simpatia e fez um excelente trabalho – é surdo-mudo. Não fiquei a saber o nome dele, mas foi uma experiência nova fazer toda a comunicação entre leitura de lábios e gestos.

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A Lei da Selva

Se há coisa que me chateia é deitar fora frascos de vidro. Porque me dá sempre a sensação de estar a deitar para o lixo algo que pode ser reutilizado. Mas como e quando?… não é propriamente hábito fazerem-se compotas Chez J!

Mas a blogosfera deu-me inspiração para um projecto de DIY* fácil, rápido e que apazigua a pequena forreta ecologista dentro de mim!

Neste momento, quem ainda não saltou directamente para as fotos está a pensar: E que raio é que a selva tem a ver com isto?

Pois bem, aqui vamos…

Para este nosso projecto vamos precisar dos frascos velhos perfeitamente reutilizáveis que não quero nem por nada deitar ao lixo, sprays de tinta, super cola e… feras de plástico! A bem do chão de vossa casa (ou de qualquer outra superfície que escolham para o trabalho de pintura), será aconselhável que arranjem também alguns jornais ou plásticos.

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Os frascos, como podem ver, tiveram vidas anteriores diferentes: desde frascos de compotas a frascos de molho para massas.

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Escolhi para o projecto um spray azul-turquesa e outro rosa-cereja que já existia lá por casa. DSC_0326

E uns animaizinhos amorosos (ok, nem todos da selva, propriamente, devo confessar!).  DSC_0325

Podem comprar sacos de animaizinhos de plástico em lojas de brinquedos/quiosques/lojas do chinês. Ou numa feira da ladra. Os meus pertenciam a duas irmãs que estavam a vender uma colecção imensa de pequenos animais e outros brinquedos que já não usam (numa feira estupenda, da qual vos tenho de falar noutra ocasião).

E com todos os materiais à mão: aqui vamos nós!

Aplica-se cola nas patas dos animais, que se colam às tampas dos frascos. Depois de colados pode acrescentar-se um pingo de cola directamente na tampa se necessário (para preencher algum espaço entre as patas e a tampa).

Colagem

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Depois da cola secar, aplica-se o spray. É sempre preferível aplicar o spray em camadas finas, ainda que ao início se continuem a ver letras e desenhos por baixo da tinta. Demora mais mas evita grumos.

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E eis o resultado final!

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E para que servem estes frascos? – perguntam vocês.

Para o que se quiser!

Eu enchi os azuis de doces e encontrei-lhes um lugarzinho na sala. (Com direito a vegetação e tudo! Animais sortudos…)

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Os rosa tiveram um fim mais girly e vivem agora no quarto. Usei-os para guardar algodão, num, e lápis de olhos, gloss e rímmel, no outro.

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Já depois de tirar algumas fotos, resolvi brindar os meus frascos novos animais selvagens com companhia…

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Fazendo as contas este projecto ficou por pouco mais de 4 euros:

4 frascos – 0 €

4 animais de plástico – 1 €

1 frasco de spray (para 4 frascos 1 spray é suficiente e deverá sobrar) – 2,25 €

1 mini-tubo de super cola (que também sobrou, claro!) – 0,90 €

E se não quiserem encher a casa com mais tarecos, é sempre uma ideia original para um presente ou para embrulhar um presente.

 

*DIY (Do It Yourself) = Faça você mesmo.

Portugal TOP!

Parece que não foi apenas o Urban Love (ou a J do Urban Love) a apaixonar-se pela Comporta e arredores.

É verdade, a edição de Julho da Condé Nast Traveler, uma das mais conhecidas publicações de viagens do Mundo, destaca a Comporta como o destino de eleição da Europa fashion quando quer fugir dos holofotes. (Palavras deles!) No site está disponível um slideshow de imagens da Comporta.

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 Já o site da revista Architectural Digest – AD Daily – destaca o novo boutique hotel Sublime Comporta do casal Gonçalo e Patrícia Pessoa.

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Mas os destaques a Portugal no mês de Julho não se limitam à Comporta.

Na verdade, Portugal como um todo é capa da edição de Julho da revista Traveler, desta vez da editora National Geographic. Segundo a NG “Portugal é feito para viajantes”. Ninguém melhor que a NG saberá dizê-lo!

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E como se não bastasse, o Trip Advisor concedeu ao Oceanário de Lisboa o segundo lugar no Ranking Mundial de Oceanários, elaborado com base nas opiniões dos utilizadores daquela plataforma.

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Portugal no seu melhor! Portugal TOP!

Wishlist #2: Fim-de-semana na praia

Depois de uma semana mais acelerada, estou a ansiar por um fim de semana na praia com:

 

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{Sol e praia}

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{Gelados}

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{Cama de baloiço. Não sei como se chama mesmo, mas é tão bom…}

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{Passeios de bicicleta}

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{Família. Save the best for last!}

E como sou uma rapariga de sorte, o meu fim de semana vai ter mesmo isto tudo!! 🙂 Também não peço muito, pois não?

Melhor, melhor, só mesmo com…

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Alguém me arranja um destes? Plizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz….

E para introduzir o fim de semana, nada melhor que uma boa banda sonora: The Best of Beach Boys!

Urban Love: 3 minutos de atenção.

Um pequeno gesto, que é a verdadeira manifestação de Urban Love.

Mais do que o donativo, o que fez o dia deste sem-abrigo, parece-me, foi ser notado e incluído no grupo durante aqueles escassos 3 minutos.

Ainda que cada um de nós não possa, queira ou consiga ir tão longe quanto os protagonistas deste gesto, se calhar podemos abrandar o passo e dizer “bom dia” ao próximo habitante da rua com quem nos cruzarmos (e, infelizmente, não será difícil isso acontecer ainda hoje, no regresso a casa).

Destino: Comporta

A estrada plana, ladeada de pinheiros mansos e com poucas curvas introduz-nos naquele estado de alma que só o além Tejo consegue. A calma da paisagem contagia e, até uns escassos dois dias, têm sabor a férias.

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Aquela pouco mais de uma hora de caminho desde Lisboa também ajuda. Cada quilómetro que se conquista, depois de passar a ponte, aproxima-nos de uma realidade em que o buliço do dia-a-dia não tem lugar.

É neste estado de espírito que encontramos a Comporta. Uma pequena vila agrícola alentejana que faz vezes de resort turístico.

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As casas são pequenas, impecavelmente caiadas de branco com os tradicionais contornos azuis. À volta os arrozais, muito verdes nesta altura do ano. E cegonhas, muitas, elegantes!

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À volta de duas pequenas ruas centrais a Comporta reuniu uma série de elementos que, à partida, não coabitariam o mesmo espaço, mas que lhe dão um carácter único. O rústico das casas convive com lojas de decoração e moda que não devem nada às que se encontram no Príncipe Real ou no Bairro Alto.

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O carácter agrícola da paisagem contrasta com os detalhes hippy chic introduzidos pelos mais recentes habitantes da Comporta. E com o centro de exposições, um antigo armazém agrícola reconvertido, que exibia este fim-de-semana mais de 50 obras, entre esculturas e pinturas.

Há tasquinhas simples e típicas e uma “Padaria” que afinal é um bar. E há uma mercearia, que é difícil descrever em palavras. Imagine-se um mercearia antiga, muito antiga, talvez do início do século passado. Coloque-se em armários de madeira maciça todos os produtos que se encontram num mini-mercado moderno, mas também vassouras tradicionais, cestos de verga, e… muitos produtos gourmet.

Depois de um passeio (necessariamente rápido) pelas (duas!) ruas da Comporta, sentámo-nos finalmente no alpendre da Taskinha da Comporta para uns petiscos.

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Açorda com pimento e alho, petinga e linguiça fritas. Acompanhadas com um irresistível pão alentejano e azeitonas, claro está!

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Quando saímos da Comporta, Lisboa está longe, a correria também. Estamos restabelecidos e no “tom” certo para o resto do fim-de-semana.

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I like it: Dysfunctional Shoes

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Ao contrário do que o nome pode sugerir, a Dysfunctional Shoes (DYSF) é uma marca portuguesa, da Guarda.

Muito confortável! Garante quem recomendou.

Eu confesso: fiquei rendida!

Desde logo, porque para a Dysfunctional, o conceito de sapatos monocromáticos parece estar completamente out!

Totalmente feitos à mão, têm à escolha saltos mais práticos e saltos mais vertiginosos (daqueles que nós gostamos!).

E os detalhes? Uma delícia para qualquer amante de sapatos.

Deixo-vos as minha wishlist da colecção Verão 2014 (Woman’s Collection – SS’14).

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São sapatos que “fazem” o look.

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Para quem não puder resistir mais, a loja online está aqui. Para quem tiver um pouco mais de paciência: consta que agora em saldos se conseguem preços cerca de 30% mais baixos nas sapatarias. Vale a pena!

Só falta mesmo escolher. Eu continuo muito indecisa.

A única certeza: não vai demorar muito a ter uns Dysfunctional a morar lá em casa!1507138_653782881342936_4118758847445603827_n